Armário-cápsula: o que podemos aprender com ele?

O conceito de armário-cápsula surgiu nos anos de 1970, mas só tomei conhecimento dessa prática em 2015, no blog Un-fancy. A autora do blog se propôs o desafio de ficar só com 20 e poucas peças por estação do ano.

É muito bonito observar de fora pessoas que tem esse espírito elevado. Viver com meia dúzia de roupa. Mas cuidado: como dissemos nesse post, nem tudo o que funciona pros outros vai funcionar pra gente.

Imagem: @crystalinmarie (Instagram)/Reprodução

O armário cápsula tem regras bem restritas. Não só pelo número de peças sugerido, dificulta se você mora numa cidade com tempo instável (alô, Porto Alegre!). Não tem como sustentar um estilo de vida em que as roupas fora da estação são encaixotadas e colocadas nos cafundós do guarda-roupa.

Como nem tudo tá perdido, podemos tirar muitos ensinamentos do armário-cápsula, assim como fizemos com o minimalismo. Sendo que, com o armário-cápsula, você reflete muito mais sobre o seu estilo e no que realmente vale a pena investir dinheiros.

No Pinterest (segue a Epohke, lá!), podemos encontrar várias tabelas prontas pra organizar o armário. O problema, novamente, é que elas são construídas pensando em lugares com estações do ano bem definidas. Não só isso, os exemplos se limitam à peças extremamente básicas. Ou seja, se você gosta de estampas ou cores vibrantes, parece que tá cometendo um crime por tê-las comprado.

Então, não se assuste ao encontrar dicas que envolvam roupas que não funcionam pra você. Resumimos alguns ensinamentos do armário-cápsula sem que isso afete no seu estilo pessoal!

 

Dicas do armário-cápsula para o dia-a-dia (sem radicalismos!):

  • Limpe o seu guarda-roupa: e não é só tirar as roupas lá de dentro e colocar de volta. Limpe real! Pegue um pano e passe nas prateleiras, nas gavetas, tudinho. Só porque o guarda-roupa  se mantém fechado, não quer dizer que não se acumule sujeira. Aliás, em algum momento do dia, é legal deixar as portas dele abertas pra circular o ar.
  • Entenda as suas necessidades: pense sobre a sua rotina. Você trabalha num lugar formal ou informal? Tem aula? Pratica esportes? O ponto principal do armário é saber o que você precisa durante a semana. Pra quê três blazers se você trabalha de roupa casual? Ou cinco leggings de ginástica se você aparece de vez em nunca na academia?
  • Divida as roupas em pilhas: agora é a hora da verdade. Separe as roupas em “amo”, “talvez”, “nunca mais”, “específico da estação” (tipo blusões) e “ocasiões especiais” (vestido de festa). Essas escolhas não podem ser influenciadas pelo coração. Ganhou uma brusinha que não faz o teu tipo daquele parente do interior que não conhece você? Passe adiante!
  • Guarde as roupas do “amo” e “específico da estação” no guarda-roupa: mas é guardar, e não jogar lá dentro e esquecer. Uma coisa que mudou a minha vida foi pendurar em cabides das blusas e camisetas, visto que é o que mais uso. Assim elas não amassam e todas ficam na minha visão. Blusões e moletons estão dobrados em prateleiras diferentes, mas ao meu alcance, também. Aquelas roupas de usar na praia estão na prateleira mais baixa, já que só vão ver a luz do dia em janeiro.
  • Dê destino às roupas do “talvez” e do “nunca mais”: as roupas do “talvez” podem virar roupa de praia, caso ainda esteja muito na dúvida. O “nunca mais” você pode doar ou vender, caso estejam extremamente novas.
  • Evite fazer compras em excesso: poderíamos dizer “evite fazer compras” e ponto, mas seria impor uma regra. Então, como exercício, trabalhe mais com o senso crítico ao querer comprar algo. Você vai perceber que muitas roupas que desejava na semana passada vão cair no esquecimento.

 

Imagem em destaque: @thestylevisitor (Instagram)/Reprodução

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