Giselda Castro – Conheça mulheres

Sempre reservamos um espaço mais que especial no blog da Epohke para compartilhar quem nos inspiram, principalmente aquelas que vivem ou viveram em Porto Alegre. Saber que existem mulheres fortes no mesmo espaço geográfico que a gente dá uma animada ainda maior em ser igual ou melhor que elas, né? Hoje vamos conhecer a madame Giselda Escosteguy Castro (já falecida).

Foto: Daniela Sallet Produções.

Giselda, com a sua amiga Magda Renner e demais moças, criou a Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG). Essa organização realizava ações voltadas à população carente, isso lá nos anos 1960. Mas, por influência de José Lutzenberger, que lutava contra as multinacionais da indústria química, o meio ambiente se tornou pauta dentro da militância de Giselda. A ADFG, já nos anos 1980, passou a ter um caráter mais ambientalista, mudando o nome para Núcleo Amigos da Terra, que era uma organização que já existia nos Estados Unidos.

E se você acha que ela militou ficando na porta de casa distribuindo panfleto quando bem queria, saiba que ela foi pras ruas numa época de repressão. Quando um grupinho de pessoas já era considerado ameaça à ordem. Então, Giselda e as demais companheiras iam até as autoridades para pedir proteção aos atos que realizavam. Lembrando, claro, que as manifestações eram feitas através das palavras, e não da força.

Foto: Arquivo do Núcleo Amigos da Terra. Reprodução.

E também não pensa que ela só foi às ruas em Porto Alegre. Enfrentou instituições internacionais, batendo de frente com governantes e empresários. Desde Brasília, dando suporte à Frente Verde, até na Holanda, invadindo um plenário. Imagina uma senhorinha passando por cima dos seguranças. Isso realmente aconteceu! Todas essas moças foram pioneiras nos protestos contra o mundo empresarial, que causava impacto na sociedade e nas florestas. Em uma época sem internet, detalhe!

O mais inspirador disso tudo é que Giselda fazia esse trabalho de forma voluntária, ou seja, batia de frente sem nenhum retorno financeiro ou benefício próprio. Ela trabalhava por um ideal coletivo, algo super raro nos dias de hoje. Quantas vezes já pensamos “ah, mas só eu mudando não vai fazer diferença”? Parece ingênuo da nossa parte, e difícil em meio aos dias que estamos passando (principalmente nas relações pessoais!). Mas nós aqui da Epohke, de segunda à sexta, abrimos a porta da Casa acreditando que sim, fazemos a diferença.

 

E está aberta para quem quiser acreditar junto, é só tocar a campainha!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *